sexta-feira, 13 de junho de 2014

os desaprendizados da maternidade

Palavra nova pra uma coisa velha.... Já é antigo isso de acreditar piamente em uma coisa, ter uma posição uma vida toda, e na hora do vamovê vc enxerga que o buraco é mais embaixo, e toda aquela sua certeza vai por agua abaixo... vc promete o que jurou nunca prometer, bebe o que jurou nunca beber... e acaba fazendo a mesma coisa que tanto já abobinou... É a vida.. e ela não é facil.
Agora, antes da minha filha nascer, já vejo muitas mudanças no meu comportamento... e nada foi premeditado... Fiquei sabendo da gravidez com cinco meses de gestação já... e nesses cinco meses, enquanto uma vida se formava alheia ao meu conhecimento, minha vida segui normal e tranquilamente.... Bebedeiras, andanças de moto, muito trabalho, viagens corridas, estresse desnecessarios, mais alcool pra relaxar.... e eu achava que bem, já que havia feito todo o "proibido" até então, nao precisaria mudar tanto minha rotina somente por conta do conhecimento.
Primeiro, é impossivel vc nao mudar sua vida a partir do momento em que descobre que está grávida. Nâo importa quando, em que momento vc esteja, é quase como se um botão fosse ativado, e logo vc está se precavendo, prestando atençao em tudo e em todos os rótulos. É automatico olhar para o chão, tomando cuidado para não escorregar, ler as bulas de remédio, pesquisar tudo na internet... e não ter vontade de beber. Não ter vontade não é bem a verdade. Você (no caso eu) tem vontade sim.... sua boca as vezes enche de agua... mas vc simplesmente não quer... as vezes um golinho já é suficiente... um copo.... e pronto... vc fica até com ressaca! hahahah
Além da bebida, tenho outras convicções se alterando: quero fazer todo o possivel sozinha. Primeiro pq não gosto de ninguem palpitando ou dando excessivas opiniões no que e, stou fazendo. E também pq qro descobrir isso tudo. Já terei pouco tempo pra curtir a gravidez, entao quero todo o tempo do mundo pra curtir os primeiros meses, as primeiras descobertas, os primeiros avanços. Quero participar e estar presente em tudo.
Mas isso só vou descobrir mesmo quando nascer, e quando eu estiver morta de cansada, e ainda tiver pique pra ninar e brincar com ela... será?
Sei de um monte de coisas que não quero, mas sei muito pouco sobre o que eu realmente quero pra criação, cuidados e rotina da minha filha.
Desaprendi toda a minha convicção com relação a maternidade.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Beleza de mãe

Será que alguem viu a tal da beleza da gestante por aí?? Aquele brilho que irradia, aquela barriga linda... aquela postura.. aquelas roupas que ficam lindas??
Porque aqui em casa nem cheiro delas....
Por enquanto a sentença é tragica: A gravidez me enfeiou. Não.. isso não é drama (ou vai ver até é...). 
eu já tinha meus dramas antes de saber que estava gravida... um pouco de flacidez aqui, outro tanto de celulite acolá.... cabelo ralo, fino e completamente arrebentado pelas luzes.... A pança, e as espinhas hj eu imagino que já foram pela gestação... Mas isso não diminui nem um pouco a minha falta de atraçao por elas..
Espinhas estão no topo das coisas que me incomodam... Já sofri com isso na adolescencia, já fiz tratamento com roacutan (há mais de 2 anos...), mas elas voltaram com força.. e em lugares que nunca foram povoados antes.... Colo e rosto são os principais alvos... Seguido por ombros e costas... enfim.... um mar de acne que tira toda e qqr vontade de sair... E não é facil... o tratamento para acne na gravidez é limitadissimo... Sabonete e azelan ajudam bastante.. mas não o suficiente para acabar com elas... 
Ah, mas calma, depois que a nenem nascer acaba tudo! É o que médico e todos tentam esclarecer... mas impossivel se contentar com isso. Eu qro que elas acabem agora... Gostaria que nem tivessem aparecido. Então não me peçam calma... Me dêem algum remedio milagroso que acabe com as espinhas em 3 horas, e tá tudo certo!

Não existe... O máximo de milagre que terei na minha vida já está sendo gerado no meu ventre. Ver minha filha nascer com saude, linda e perfeita será o maior milagre que poderei receber de Deus. E com esse posso me contentar... 
Mas não desisto. A procura da batida perfeita, penetrei fundo no mundo dos cosméticos naturais, daqueles que não vao fazer mal pro nenem, e de quebra vão ajudar a mamãe a ficar um pouco mais bela. 
E nessa busca, encontrei o óleo de melaleuca. Maravilhoso, diria! Mas é natural, e não milagroso. Portanto, tenha calma, respire fundo, lave bem a pele, e passe algumas gotas dele com a ajuda de um algodão na pele, uma vez ao dia, e em uma semana suas espinhas terão diminuido. Espero em mais semanas que elas sumam.

Oleo de rosa mosqueta também é desses milagres da natureza escondidos pela industria cosmetica... É mais barato que os mustellas da vida, e ajuda como ninguem a prevenir e tratar as estrias. Quem usou aprova. Eu to usando e não tenho nada a reclamar.. ainda nao apareceu nada... e to passando em algumas que eu já tinha... vamos ver no que dá! Dizem que é bom para rugas também! mas nem ouso passar no rosto, já que minha pele, sempre oleosa, virou o próprio présal, fonte infinita de petroleo, e como já estou usando o oleo de melaleuca, que é pra evitar e tratar as famigeradas espinhas, vou manter essa rotina.

Vale o investimo (baixo, diga-se de passagem). Gastei cerca de 30 reais nos dois oleos, comprados na Engenharia das essencias, site super recomendado, a entrega foi rápidissima.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A mãe nasce quando o filho nasce?

Minha história tem um quê de loucura, como tantas outras por aí... Diria até um quê de incredibilidade, pois tem muita gente duvidando que eu esteja falando a verdade, realmente... Pra esses eu dou de ombros, pois nada tenho a provar... Eu mesma ainda estou tentando me convencer de tudo.

Há duas semanas senti uma protuberancia no meu umbigo... havia ficado dois dias andando horrores, com um certo peso, e desconfiei que poderia ser uma hernia. Pesquisei no google, e ele voltou com respostas do tipo cancer de ovário. Voltei para minha cidade, e a primeira providencia foi procurar um médico. Ao me examinar, ele logo constatou: você está gestante!
Aquilo para mim foi como se tivesse ouvido uma piada, um absurdo... fiz uma breve retrospectiva na minha cabeça: tomo remédio há pelo menos 12 anos, sendo o ultimo ano continuo, ou seja, nao menstruava há muito tempo. Jà fiz tratamento para ovarios micropolicisticos, e na época meu go disse que se eu quisesse engravidar algum dia, teria que fazer um tratamento. E principalmente: filhos não estavam em meus planos.
Me virei para o médico, um conhecido, e disse que era impossivel. Ele calmamente falou que ia pedir um exame de sangue, e comprovaríamos a suspeita dele, e eu concordei. Porém antes de sair do consultório, ele me chamou de volta, e disse: vamos tirar a prova agora. Me levou para uma sala, e me fez escutar um tumtumtum frenético. É, ele estava ali, e disso não havia dúvidas.
E eu comecei a chorar copiosamente, e não me envergonho em dizer que não foi de emoção. Pelo menos não dessas que todos imaginam que as mães sentem ao descobrirem que estão grávidas. Meu choro foi de medo, de pavor, de dúvida... de um "que que eu vou fazer da minha vida agora?".
Foram mais dois dias de consultas, até fazer um ultrassom, que comprovou não só que ela estava ali, com seus bracinhos e perninhas, olhinhos, boquinha. E que era uma menina. Descobri que estava grávida já com 5 meses.
Eu tive e tenho todo o apoio das familias (minha e do pai), o pai recebeu a noticia também com surpresa e um certo temor, mas muito melhor que eu. Mas o que ninguem nos ensina é que esse sentimento materno de amor incondicional é algo que vem aos poucos. Todos fazem a gente se sentir culpadas por não ter um amor louco pela criança no primeiro minuto da descoberta. E não é assim. Talvez com quem se programe e sonhe com isso a vida toda a coisa seja desse jeito: amor a segunda linha do exame, amor ao resultado positivo, amor ao tumtumtum... Mas comigo, e com tantas outras, não foi assim... Primeiro veio a preocupação com minha vida... com os muitos planos que estavam sendo rasgados ali, naquele momento. Depois uma preocupação neurótica com a vida da criança: Será perfeita? tem alguma doença? ta tudo certo??? ...
Não engordei nada. estava com uma pancinha de chopp, de sanduiche e pizza. pequena, e facilmente deletavel com uma dieta e caminhada... Outros sintomas? não. Tive muita enxaqueca, mas sempre tive, desde meus quinze anos. Tenho muita azia, e isso tb sempre tive, com uns 16 tive ulcera.... os primeiros meses do ano foram de trabalho intenso, domingo a domingo, viagens cansativas, andei muito de moto, em estrada de terra, tomei mt bebida alcoolica.... E nada disso impediu que ela continuasse crescendo e se desenvolvendo "nos parametros normais"... Atualmente ela tem 30cm, 800g, e 25s4d
E quando esse amor arrebatador vai me arrebatar?? Eu fico me perguntando.... Já criamos um laço, isso é indiscutivel. A partir do momento em que soube da sua existencia, comecei a ler, e a rezar e pedir a Deus pela saude dela. Converso, peço desculpas pelo choro, pela dureza as vezes.
Se você não acredita em Deus, quando começa a sentir os movimentos do bebê, começa a imaginar a vida que está sendo criada em seu ventre e começa a acreditar em pelo menos uma luz, uma grande fonte de energia e amor. Nunca  tive dúvidas da existencia de Deus (embora já tenha xingado ele um bocado) mas nunca tive tanta certeza quanto agora. Ainda choro, ainda me pergunto o que vou fazer, e tenho pouco tempo pra resolver muitas questões: parto, médico... A barriga, desde a descoberta, cresce tb freneticamente.... Mas esse reforço na fé em Deus tem me ajudado a acreditar que tudo vai dar certo.
E que logo serei mais uma a padecer no paraiso....