As aspas do título já indicam que a frase não é minha.... Foi outra rocha que a formou e me inspirou.
Tive uma gravidez atípica, descoberta as 24 semanas, e encerrada as 33... Foi pouco tempo para me acostumar com a ideia enenhum tempo para me preparar para o que vinha.
Tive dificuldades para encontrar um ginecologista com quem me identificasse: o primeiro disse que obrigatoriamente eu deveria fazer uma cesárea, pq já estava velha, o segundo não respondia todas as minhas dúvidas.. Por indicação de uma amiga acabei em um que não era o mais receptivo, mas era direto, e me deu um desconto, e depois de duas consultas, tive dúvidas com relação ao peso do feto... A da altura participava de mil fóruns e já sabia a média de peso e tamanho que o feto deveria ter.... Questionei e ouvi um: fica tranquila, mãe fica muito preocupada a toa... Mês que vem nos vemos de novo... Fui embora tentando realmente me tranquilizar... Fiz mais algumas pesquisas e vi que mina princesa estava abaixo da normalidade, mas resolvi confiar no médico...
3 dias depois e ainda preocupada, marquei uma ultra com outro profissional... Só para desencargo. Ei estava me sentindo muito bem, minha bebê se mexia normalmente, mas coração de mãe não descansa... No exame foi constatado que minha placenta estava com aparência envelhecida, praticamente não havia líquido amniótico, e tive que marcar uma cesárea para dali alguns dias...
E os primeiros dias de vida da mina filha foram em uma UTI. Baixo peso, bilirrubina alta, e muita, mas muita oração e amor vindo de todos os lados.
Só pude pegar Minha filha no colo oito horas depois de te-lá visto pela primeira vez. Ela, tão pequena, Tao cheia de fios, agulhas, numa encubadora de plástico, tão sozinha! Não foi uma vista bonita, e mesmo sabendo que ela era tratada com todo o carinho e atenção pela equipe, queira leva-la para casa naquele instante.
Meu primeiro pedido foi para amamenta-la. Me disseram que era pequena demais, e não saberia sugar... Implorei, e me deixaram tentar... E com muita paciência e amor ela consegui... E eu ganhei o direito de poder visita-la de 2/2h para amamentar... A dor do pós parto, o cansaço dos últimos acontecimentos, o susto, nada disso ne impediu de criar essa rotina, e eu ficava lá das 7 até as 23h qd deixavam, até mais...
Era muito doído ver minha Pítica com sons, soro, e mil picadas... E foram vitórias enormes ver a retirada de cada agulha...
Conheci mães que estavam ali há meses, e outras que ficariam muito mais tempo ainda... Sentia uma ponta de inveja de cada uma que ia pra casa com seu pacote.... E sentia a dor de chegar em cada sem minha filha. Sair da maternidade sem o filho no colo é uma dor que não deveria existir. E cada dia minha volta para casa se tornava mais difícil... Ver o berço vazio me fazia lembrar dela naquela encubadora, sozinha, sem saber o que é ser mimada por colo...
Ser mãe de prematura não me fez uma mãe melhor... Mas sem dúvida me fez uma mãe mais forte.
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